Porto Velho, 19 de setembro de 2019
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Socioeducandos expõem trabalhos do projeto Vida Livre no Ministério Público de Rondônia

O hall do Ministério Público do Estado de Rondônia, no edifício-sede, nos dias 22 a 25 de julho, tornou-se palco para a exposição do Projeto Vida Livre com a apresentação dos materiais produzidos pelos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease).

A exposição é uma iniciativa da 21ª Promotoria de Justiça do Poder Judiciário em parceria com o Ministério Público (MP) e com o Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de Rondônia.

Atualmente, o projeto conta a participação de 24 socioeducandos, entre 15 a 18 anos, e as atividades são realizadas por terapeutas capacitados que ministram oficinas profissionalizantes com técnicas em cerâmica, tapeçaria chilena, tapeçaria romana e crochê.

“A exposição dos trabalhos dos socioeducandos no MP é uma forma de inserção à sociedade, pois eles têm a oportunidade de estarem em contato direto com a comunidade, divulgando seus próprios trabalhos”, disse Giliarde Irineu da Silva, Coordenador de Apoio ao Adolescente (CAA) da Fease.

PROJETO VIDA LIVRE

Promovido pela Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso (Acuda), o Projeto Vida Livre tem como finalidade a implantação do Método Acuda de integração social do adolescente em cumprimento de medidas socioeducativas de internação, por intermédio de oficinas profissionalizantes com trabalhos artesanais e atividades terapêuticas, tais como: meditação, reike, cone chinês, yoga, auriculoterapia, massoterapia e outras, de modo que o socioeducando possa conceber sua condição peculiar de desenvolvimento como pessoa detentora de direitos.

O projeto vai ao encontro dos objetivos propostos pelo Estatuto da Criança e dos Adolescente (ECA), ao possibilitar ao adolescente o desenvolvimento de novas competências sociais e relacionais, redefinição de valores e ampliação da consciência, favorecendo um dos maiores desafios da socioeducação, que é a efetiva ressocialização.

Para Robson Pereira Barbosa, técnico de formação profissional da Acuda, o projeto proporciona momentos de interação, entre os adolescentes e a população. “O Ministério Público tem a intenção de expandir a exposição às escolas, o que será uma grande oportunidade para que os socioeducandos possam se aproximar da comunidade como uma forma de ressignificação de valores”, disse ele.

O diferencial desta exposição é que as peças expostas poderão ser adquiridas por valores que variam de R$5,00 a R$60,00, e a renda arrecadada 70% será dividida pelos participantes, e por tratar-se de adolescentes, os valores serão transferidos às famílias e os 30% restantes para a reposição da matéria-prima utilizada na confecção dos artefatos.

“O projeto é uma oportunidade para que os adolescentes possam ressignificar valores, suas vidas em si, e até mesmo o fortalecimento dos vínculos sociais”, acrescentou Robson Pereira Barbosa.

Fonte
Texto: Aparecida Sousa
Fotos: Arquivo Fease
Secom – Governo de Rondônia

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