Porto Velho, 9 de dezembro de 2019
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50 anos do Secretariado de Justiça Social e Ecologia

Promover o compromisso social e ecológico dentro de toda a ordem. Este é o objetivo com o qual a Companhia de Jesus reaviva a extraordinária obra do Secretariado de Justiça Social e Ecologia em todo o mundo, por ocasião dos seus 50 anos de vida. Para o Superior dos Jesuítas, padre Arturo Sosa: somos chamados a ser ministros de reconciliação

Cidade do Vaticano

“Um caminho de justiça e reconciliação: 50 anos depois e para além” é o tema do segundo Congresso do Apostolado Social da Companhia de Jesus aberto hoje em Roma, junto à sede da Cúria Geral, por ocasião do 50º aniversário do Secretariado de Justiça Social e Ecologia. Os trabalhos serão abertos pelo diretor da SJSE padre Xavier Jeyaraj. Estarão presentes o prepósito-geral dos jesuítas, padre Arturo Sosa Abascal, o prefeito do dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Peter Turkson, o subsecretário da Seção de Migrantes e Refugiados do mesmo dicastério o cardeal Michael Czerny e o arcebispo de Huancayo, o cardeal Barreto Jimeno, vice-presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica. Participarão mais de 200 jesuítas, especialistas, ativistas provenientes de todos os continentes.

A recordação dos mártires

“Este Congresso – afirma padre Xavier Jeyaraj – é fruto de dez meses de preparação em centros sociais, províncias, conferências, com capacidade de criar grandes energias”, necessárias para “continuar o caminho de maneira mais decidida”. O diretor recordou Padre Arrupe, que há 50 anos fez questão de criar este Secretariado, observando que a espiritualidade deste organismo não pode ser compreendida sem a dimensão social, e mencionou os 57 jesuítas “mártires” que sacrificaram suas vidas na luta pela justiça e igualdade nos lugares onde atuavam.

Promover o compromisso social

“Estamos aqui para recordar – afirmou padre Sosa – isto é, para renovar e reforçar a fé que exige a justiça, o diálogo com as culturas, o compromisso a favor da ecologia integral, e promover a nossa reconciliação com Deus e com toda a sua criação. Recordando, reconhecemos também os nossos erros e aceitamos as nossas quedas, tentando enriquecer com o que aprendemos nas experiências vividas. Tomando consciência dos nossos pecados e das nossas omissões, mostramos a nossa fragilidade carente de ajuda. Ao mesmo tempo, experimentamos a misericórdia que consente de tornarmo-nos ‘ministros da reconciliação’, contribuindo para construir o futuro guiados pelo Espírito”. A missão do Secretariado de Justiça Social e de Ecologia, especificou o prepósito-geral dos jesuítas, “não é fazer do social e da ecologia a missão particular de uma parte ou de um grupo especializado da Companhia, mas promover o compromisso social e ecológico dentro de toda a ordem”.

Um novo impulso

Ao falar sobre o Congresso de Roma (que se concluirá em 8 de novembro) o definiu como “momento histórico” para toda a Companhia de Jesus, “grande ocasião” para dar um novo impulso à dimensão social e ecológica, centralizado nos objetivos alcançados e naqueles que ainda devem ser buscados. O objetivo geral é renovar o compromisso do apostolado social e contribuir para seu alinhamento com as quatro preferências apostólicas universais 2019-2029 que são: 1) Mostrar o caminho para Deus, através do discernimento e dos Exercícios espirituais; 2) Caminhar com os pobres, descartados do mundo e vulnerados em sua dignidade, em uma missão de justiça e reconciliação; 3) Acompanhar os jovens em seu caminho, na construção de um futuro de esperança; 4) Colaborar no cuidado da nossa Casa Comum.

Desafio que certamente dará um ulterior impulso ao Global Ignatian Advocacy Network, ideia nascida em novembro de 2018 durante um seminário em Madri e que se tornou um ano depois uma forma concreta de ação em vários âmbitos, da ecologia ao direito à instrução, da gestão dos recursos naturais e minerários à migração, da paz aos direitos humanos.

Desafio que certamente dará um ulterior impulso ao Global Ignatian Advocacy Network, ideia nascida em novembro de 2018 durante um seminário em Madri e que se tornou um ano depois uma forma concreta de ação em vários âmbitos, da ecologia ao direito à instrução, da gestão dos recursos naturais e minerários à migração, da paz aos direitos humanos.

Fonte: Vatican News

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