Porto Velho, 19 de setembro de 2019
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Arquidiocese de Porto Velho em apoio ao 25º Grito dos/as Excluídos/as

A Arquidiocese de Porto Velho, por meio das pastorais sociais prepara as atividades para o 25º grito dos/as excluídos/as. O arcebispo dom Roque Paloschi em carta pede apoio e participação de todos e todas “O Grito dos/as Excluídos/as não deve se limitar ao ato público no dia 07 de setembro”. afima.

Confira a carta na íntegra:

Apoio ao 25º Grito dos/as Excluídos/as

07 de setembro de 2019

Prezados Padres, Religiosos e Religiosas, Agentes de Pastorais, Lideranças!

O Grito dos/ Excluídos/as do Brasil caminha para o seu 25º ano. Convêm ressaltar que ele é fruto da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e o lema “Eras tu, Senhor?” Ao contemplar as faces da exclusão na sociedade brasileira, setores ligados às Pastorais Sociais da Igreja optaram por estabelecer canais de diálogo permanentes com a sociedade, promovendo, a cada ano, na semana da Pátria, o Grito dos/as Excluídos/as.

Em 2019 o Grito trata do tema “Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade!”. Os direitos e os avanços democráticos conquistados nas últimas décadas, frutos de mobilizações e lutas, estão ameaçados. O ajuste fiscal, a reforma trabalhista aprovada e, agora, o projeto de Reforma da Previdência, estão retirando direitos dos trabalhadores para favorecer aos interesses do mercado. O próprio sistema democrático está em crise, distante da realidade vivida pela população. O Grito precisa colaborar para gerar processos de conscientização, mobilização social e de profecia da Igreja em defesa dos mais vulneráveis.

O Grito dos/as Excluídos/as não deve se limitar ao ato público no dia 7 de setembro. Deve ser um momento de diálogo e reflexão sobre as várias faces da exclusão na nossa sociedade. Para tanto, devemos realizar, no seio da Igreja e nos mais variados espaços da sociedade, atividades (rodas de conversas, palestras, seminários) para promover esse diálogo e reflexão em torno dos eixos temáticos propostos pelo Grito.

Por isso, solicito a todos/as os/as irmãos/ãs, de dentro e de fora da Igreja, o efetivo apoio e participação no Grito dos/as Excluídos/as.

Tenhamos em vista a Encíclica Pacem in Terris, do Papa São João XXIII: “Pois, quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão de sua dignidade, nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos” (PT, 44).

Porto Velho, 31 de julho de 2019.

Dom Roque Paloschi
Bispo da Igreja de Porto Velho-RO

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