sábado, junho 15, 2019
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Bispos da Terra Santa: amar-nos uns aos outros é o único caminho

No final da Assembleia dos Bispos católicos da Terra Santa, foi invocada uma solução ao conflito israelense-palestino que seja “baseada no bem comum de todos os que vivem nesta terra, sem distinção”.

Cidade do Vaticano

Um novo apelo pela paz entre israelenses e palestinos foi invocado no final da Assembleia dos Bispos católicos da Terra Santa, que, à luz dos novos sangrentos acontecimentos, insistem por uma “solução baseada no bem comum de todos os que vivem nesta terra, sem distinção”. “Nós, os chefes das Igrejas na Terra Santa – afirmam –, estamos ao lado de todos os que vivem nesta terra, antes de tudo como seres humanos. Procuramos buscar uma saída para uma situação permanente de guerra, ódio e morte. Procuramos indicar o caminho para uma nova vida nesta terra, fundamentada nos princípios de igualdade e amor”.

Os bispos pedem uma sociedade baseada na igualdade e no bem comum

Os líderes religiosos convidam os cristãos a “unirem suas vozes com os judeus, muçulmanos, drusos e todos os que compartilham esta visão de uma sociedade baseada na igualdade e no bem comum”, para construir pontes de respeito e amor recíproco”. A proposta da “solução dos dois Estados” que se “repete inutilmente” não serviu a nada. “Todos os discursos sobre uma solução política parecem retórica sem sentido na situação atual” e portanto os bispos se fazem promotores de “uma visão segundo a qual nesta Terra Santa todos têm plena igualdade”, “condição fundamental para uma paz justa e duradoura”, qualquer que seja a solução política adotada. “No passado vivemos juntos nesta terra”, escrevem os bispos, “por que não podemos viver juntos também no futuro?”

A falta de paz está gerando extremismo e discriminação

Os recentes desdobramentos da crise entre Palestina e Israel, a incessante perda de vidas humanas, a contínua dissolução da esperança para uma solução duradoura e a derrota da comunidade internacional na aplicação do direito internacional para proteger as pessoas desta terra, chegaram a um ponto no qual vemos apenas mais extremismo e discriminação. Mesmo os que se apresentavam como guardiões da democracia e promotores de paz, tornaram-se negociadores de poder e partes ativas no conflito”.

Igrejas e líderes espirituais indiquem outro caminho

Na declaração redigida no final da Assembleia, os bispos católicos da Terra Santa colocam a dúvida se “a diplomacia internacional e o processo de paz tenham alguma vez sido baseados na justiça e na boa vontade”.

Talvez tenha chegado o tempo em que “as Igrejas e os líderes espirituais indiquem outro caminho, insistam no fato de que todos, israelenses e palestinos, sejam irmãos e irmãs em humanidade”. Somente a possibilidade de “amar-nos uns aos outros e viver juntos no respeito recíproco e na igualdade, iguais em direitos e deveres, nesta terra”, pode ser, segundo os bispos, o caminho para uma “paz baseada na dignidade, no respeito e na igualdade como seres humanos”. A única que poderá permitir a “sobrevivência e até mesmo a prosperidade desta terra”.

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