Porto Velho, 14 de dezembro de 2019
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Líderes religiosos filipinos unidos contra crise climática no sinal da “Laudato si'”

Os líderes religiosos filipinos apelam sobretudo aos dirigentes políticos do país, pedindo novas políticas e leis contra a exploração indiscriminada dos recursos minerais no Arquipélago, o desmatamento, a construção de novas barragens e a expansão ilimitada das grandes plantações e da agroindústria, para respeitar os Objetivos de desenvolvimento sustentáveis da Onu, os que foram estabelecidos pelo Acordo de Paris de 2015 sobre as mudanças climáticas

Cidade do Vaticano

Cento e cinquenta líderes religiosos das Filipinas lançaram um apelo ao governo do país do sudeste asiático e ao mundo inteiro a levar a sério a atual emergência climática e a agir para conter “a imane degradação ambiental que expõe as gerações presentes e futuras a riscos sem precedentes”.

Partilhar preocupações com a atual crise climática

Os líderes religiosos do Arquipélago estiveram reunidos dias atrás na capital Manila para um encontro organizado em parceria com a Living Laudato si’ Philippines, ong inter-religiosa fundada por um grupo de leigos católicos filipinos e membro do Movimento católico global pelo clima (Global Catholic Climate Moviment – GCCM).

O objetivo do evento, do qual participaram expoentes católicos e de outras Igrejas cristãs, junto a representantes muçulmanos e hindus, era partilhar as preocupações com a atual crise climática, mas sobretudo a vontade de agir com intervenções concretas e voltadas a contrastá-la, sensibilizando a opinião pública e reivindicando políticas “mais eco-cêntricas e que tenham no centro a pessoa”.

A emergência climática atual é “uma crise moral”

Os participantes evidenciaram o papel-chave das comunidades religiosas para a defesa do clima através do desinvestimento em relação aos combustíveis fósseis e promoção de uma economia sustentável.

“Cuidar de toda vida na Terra é parte integrante de todas as doutrinas religiosas, fé e crenças tradicionais”, afirma a declaração final, a qual ressalta que a emergência climática atual é, efetivamente, “uma crise moral”, com efeitos devastadores sobretudo para os países mais pobres e, em particular, sobre seus setores mais vulneráveis da sociedade. Entre estes, as Filipinas, uma das nações mais expostas aos efeitos das mudanças climáticas.

Apelo sobretudo aos dirigentes políticos da nação filipina

Os líderes religiosos filipinos apelam sobretudo aos dirigentes políticos do país, pedindo novas políticas e leis contra a exploração indiscriminada dos recursos minerais no Arquipélago, o desmatamento, a construção de novas barragens e a expansão ilimitada das grandes plantações e da agroindústria, para respeitar os Objetivos de desenvolvimento sustentáveis da Onu, os que foram estabelecidos pelo Acordo de Paris de 2015 sobre as mudanças climáticas e por outras convenções internacionais.

Os líderes religiosos filipinos pedem ao governo também investimentos consistentes em estratégias e medidas de mitigação e adaptação às mudanças do clima para proteger as populações mais expostas.

Pedido de ressarcimento a países e multinacionais

Por fim, o pedido aos países e às multinacionais responsáveis pela crise climática e pela degradação ambiental a prover o ressarcimento das comunidades atingidas por suas ações. Da parte deles, os líderes religiosos filipinos se comprometem a sensibilizar a opinião pública e a dar o exemplo:

“As comunidades religiosas devem tornar-se um modelo deste novo movimento em apoio a uma ação urgente em favor do clima que deve ter início agora!”, conclui a declaração.

Fonte: Vatican News

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