quarta-feira, novembro 25, 2020
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Sinos de cinco continentes unem-se em homenagem às vítimas da Covid-19

Com 61 sinos, carrilhão da Catedral da Sé fará parte da rede internacional em execução de obra inédita “Healing Bells”, nesta quinta-feira (21/05).

Camilo Bianchini Cassoli – Cidade do Vaticano

Musicistas da Alemanha, Austrália, África do Sul, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Coréia do Sul, Dinamarca, Holanda, Noruega e outros países se unirão em uma ação artística global em homenagem às vitimas da COVID-19 no mundo. Ao meio-dia local de cada cidade, cada carrilhionista executará a peça “Healing Bells” (“Sinos que Curam”), composta como uma homenagem às vitimas da Covid-19, pela norte-americana Pamela Ruiter-Feenstra, com a holandesa Jet Schouten.

A execução do início da obra pelos musicistas é marcada por movimentos no teclado que associam-se à aparência da Covid-19 visto em um microscópio. O som soturno vai alternando-se com trechos de uma tradicional canção ucraniana chamada “Plyve Kacha”, que vai vencendo o “som do vírus” e torna-se cada vez mais forte. “Pensamos na composição baseadas na antiga crença de que a batida dos sinos afastam doenças e a destruição”, afirmam as compositoras.

Com o maior carrilhão da América Latina, a Catedral da Sé foi escolhida como local para execução da peça no Brasil. A execução da peça “Healing Bells” será realizada por Delphim Rezende Porto, Diretor Musical da Escola de Cantores da Catedral da Sé, que comenta: “A Música, de fato, tem o grande poder de mover os sentimentos – e, historicamente, era também associada à Medicina Antiga. O músico sempre foi o artífice que, através dos sons, pode transformar e mexer com os corpos e espíritos. Não há dia que não melhore com a correta trilha sonora; não há esforço físico que não fique mais leve com a música certa, pois o nosso próprio corpo biológico é musical por excelência (e tem por maestro, o coração). Para essa grande causa, então, usaremos um grande e belíssimo instrumento – o maior entre nós”.

21 de maio é marcado pela UNESCO como “Dia Mundial pela Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento”. “Isso torna a ação ainda mais especial, por reforçar como a necessidade do respeito pelas diferenças entre todos nós é algo fundamental para convivermos bem e superarmos momentos difíceis como o de agora”, afirma Camilo Cassoli, diretor do Estúdio Centro, responsável pela produção da ação no Brasil.

Os sinos da Catedral da Sé

Os Sinos da Sé formam o maior conjunto do tipo na América Latina. O carrilhão é composto por 61 sinos de tamanhos bastante diversos. O menor pesa 2 quilos, enquanto o maior tem 4,7 toneladas. Localizados a 75 metros do solo (no interior da torre esquerda de quem vê a catedral da Praça da Sé), os sinos foram trazidos da Holanda em 1958, quatro anos após a inauguração da Catedral (em 1954). Os sons emitidos pelos maiores, podem ser ouvidos a até 2 quilômetros de distancia.

Com teclado manual posicionado entre os sinos maiores e os menores, é possível executar músicas para serem ouvidas na praça. Atualmente, está em desenvolvimento um projeto de restauro para o acionamento eletromecânico do sistema, que possibilitará a programação de canções para execução automática, bem como a conexão complementa de um teclado eletrônico que poderá ser acionado da sala do coro da Catedral.

Fonte: Vatican News
Foto: Sinos da Catedral da Sé em São Paulo

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