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Porto Velho, 28 de novembro de 2021 - 19h19
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Brasil. Encontro da Rede Solidária para Migrantes e Refugiados

O Encontro da RedeMIR reúne organizações de todo o Brasil. Com o tema “Migração e refúgio: acolhimento, proteção e integração em tempos de pandemia”, o encontro acontece de forma virtual, nos dias 05, 07, 19 e 21 de outubro de 2021.

Vatican News

Fazer memória da caminhada e das pessoas que percorreram essa trajetória. Foi desta forma, lembrando com muita emoção as vítimas da Covid-19 que doaram suas vidas pela causa da migração, que iniciou o XVII Encontro da Rede Solidária para Migrantes e Refugiados – RedeMiR. Com o tema “Migração e refúgio: acolhimento, proteção e integração em tempos de pandemia”, o encontro acontece de forma virtual, nos dias 05, 07, 19 e 21 de outubro de 2021.

Promovido pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH)/Fundação Scalabriniana e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR),com a colaboração de várias outras organizações, tendo a facilitação do FICAS, o encontro reúne mais de 150 pessoas, representando 72 organizações, incluindo seus núcleos regionais, de 36 cidades e 20 estados e o Distrito Federal, de todas as regiões do país. O formato on-line contribui para que um grande número de pessoas e instituições de diferentes regiões do país participem.

Irmã Rosita Milesi
Irmã Rosita Milesi

Em sua fala de abertura, Irmã Rosita Milesi, diretora do IMDH, manifestou sentimentos por tantas pessoas queridas, dedicadas ao trabalho humanitário, e que partiram precocemente, vítimas da Covid-19. Expressou solidariedade e, em conjunto com todo os e as participantes do encontro, foram recordados nominalmente os agentes humanitários que partiram. A eles e elas dedicou-se um minuto de silencio e de oração.

Dando início aos trabalhos, Ir. Rosita lembrou a importância do evento e expressou a alegria de poder partilhar junto a outros parceiros as lutas e conquistas para proteção dos migrantes e refugiados. “Esta Rede é formada por instituições da sociedade civil. Esta é sua configuração, sua finalidade e seu âmbito de abrangência. Sublinhou que “a RedeMiR não está fechada em si mesma. Por isso, todos os encontros nacionais são enriquecidos com a participação de organismos internacionais, de instâncias governamentais, de migrantes e refugiados, de órgãos de defesa de direitos e de colaboradores e colaboradoras. Esta interação é particularmente benéfica, por isso, procuramos sempre considerar esta articulação ampla e propiciar nos Encontros anuais a oportunidade de interagir com muitas forças que atuam no campo da migração e do refúgio”, lembrou a diretora.

Recordando a sua história de vida junto a seus avós imigrantes, Ir. Rosita ressaltou que agora é a nossa hora de erguer “monumentos” aos migrantes e refugiados é agora. “A nossa hora de erguer ‘monumentos’ é agora. Erguer o monumento humano e humanitário da acolhida, da proteção, da promoção e da integração, em resumo, o monumento da promoção humana integral dos migrantes e refugiados. E justamente porque este monumento é ambicioso, é grande e desafiador, não o erguemos isoladamente, mas de forma articulada, no apoio reciproco, na complementaridade, em sinergia”, finalizou Ir. Rosita.

Convidados falam sobre a realidade da migração

No primeiro dia de encontro, Paulo Sergio, do ACNUR, e Pe. Agnaldo Oliveira Jr., do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR Brasil), foram os convidados para a exposição inicial sobre o tema “Integração e acompanhamento dos migrantes e refugiados: o que aprendemos nesses últimos tempos?”Paulo Sergio tratou sobre o panorama da inserção de migrantes e refugiados no mercado de trabalho. De acordo com o palestrante, a principal afetada atualmente é a população venezuelana que enfrenta dificuldades de inserção no mercado de trabalho. “Queria mencionar um levantamento recente feito pelo Banco Mundial, em parceria com o ACNUR, que apontou que as pessoas venezuelanas em idade ativa de trabalho têm apenas 33% das chances de conseguir um emprego formal, frente às chances de um brasileiro. Outro dado diz que 55% das crianças venezuelanas em idade escolar ainda continuam fora do ensino regular. Isso é bastante preocupante, a falta de acesso ao emprego formal, crianças e adolescentes fora da escola é uma realidade que infelizmente ainda existe no Brasil”, destacou Paulo Sergio.

Pe. Agnaldo Oliveira Jr. apresentou pontos necessários a serem considerados para inserção do migrante, como: Inclusão dos indivíduos nas mesas de discussão; ter cuidado no tratamento dos casos migratórios, para não inviabilizar outros movimentos; fundamentar o contexto para onde estão seguindo os migrantes; distinguir os grupos, para que haja uma tratativa conforme cada necessidade; e atender as demandas dos migrantes indígenas que seguem sendo negligenciadas pelo setor político. “É importante a realização deste encontro da RedeMiR, com gente de norte a sul do Brasil, alguns também no exterior, neste espaço de congregar organizações e pessoas movidas pelo mesmo objetivo de acompanhar as pessoas refugiadas e migrantes”, lembrou o diretor nacional do SJMR Brasil.

Após um momento de discussões em grupos, os participantes puderam acompanhar o relato das experiências de inserção econômica e laboral, através das falas de Yssyssay Rodrigues (OIM), Cristiane Sbalquero (MPT) e Mariana Reis (IMDH).

O próximo dia de trabalho deste XVII Encontro acontece nesta quinta, 7 de outubro, com o tema “Estratégias de proteção para grupos em situação de vulnerabilidade, com destaque para crianças e questões de gênero” e a partilha de vivências e depoimentos de migrantes em sua participação nos “Comitês Estaduais e Municipais para Migrantes, Refugiados/as e Apátridas: funcionamento e desafios.

Fonte: Agencia Brasil

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