De acordo com a Funai, O corpo do indígena foi encontrado dentro da rede em sua palhoça localizada na Terra Indígena Tanaru, no último dia 23 de agosto, durante a ronda de monitoramento e vigilância territorial realizada pela equipe da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé/Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato.

De acordo com a nota da fundação Não havia vestígios da presença de pessoas no local, tampouco foram avistadas marcações na mata durante o percurso. Também não havia sinais de violência ou luta. Os pertences, utensílios e objetos utilizados costumeiramente pelo indígena permaneciam em seus devidos lugares; o  que tudo indica que a morte se deu por causas naturais.

Mas a confirmação oficial da morte sairá depois dos Exames que foram realizados no local pela perícia da Polícia Federal, com a presença de especialistas do Instituto Nacional de Criminalística de Brasília e apoio de peritos criminais do município de Vilhena, interior de estado. As atividades foram acompanhadas, também, por servidores da Funai. Nos trabalhos, foram utilizados equipamentos como drone e escâner 3D, além de serem coletados diversos vestígios e o corpo do indígena, que serão analisados pelo Instituto em Brasília.

De acordo com informações da Funai – O “índio do buraco” passou a viver sozinho, há quase 30 anos, os últimos membros do povo que ele pertencia foram mortos, em 1995. Um ano depois, em 1996, o “Índio do buraco” foi visto pela primeira vez.

O indígena vivia na Terra Indígena Tanaru, próximo à divisa de municípios no sul de Rondônia, mais precisamente em Corumbiara.

Os registros mostram que o indígena morava em abrigos conhecidos como tapiris. Geralmente construídos com cascas de madeira, palmeiras e troncos, cobertos com palha do chão ao teto. O nome de “índio do buraco” vem exatamente dai,  pois os locais onde ele morava tinham sempre um buraco, por onde entrava e saia do local.

Leia a íntegra da nota da Funai:

A Fundação Nacional do Índio (Funai) informa, com imenso pesar, o falecimento do indígena conhecido como “Índio Tanaru” ou “Índio do buraco”, que vivia em isolamento voluntário e era monitorado e protegido pela Funai por meio da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé, no estado de Rondônia, há cerca de 26 anos. O indígena era o único sobrevivente da sua comunidade, de etnia desconhecida.

O corpo do indígena foi encontrado dentro da sua rede de dormir em sua palhoça localizada na Terra Indígena Tanaru, no último dia 23 de agosto, durante a ronda de monitoramento e vigilância territorial realizada pela equipe da FPE Guaporé/Coordenação-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC). Não havia vestígios da presença de pessoas no local, tampouco foram avistadas marcações na mata durante o percurso.

Também não havia sinais de violência ou luta. Os pertences, utensílios e objetos utilizados costumeiramente pelo indígena permaneciam em seus devidos lugares. No interior da palhoça havia dois locais de fogo próximos da sua rede. Seguindo a numeração da lista de habitações do Índio Tanaru registradas pela Funai ao longo de 26 anos, essa palhoça é a de número 53, seguindo o mesmo padrão arquitetônico das demais, com uma única porta de entrada/saída e sempre com um buraco no interior da casa.

O exame de local de morte foi realizado pela perícia da Polícia Federal, com a presença de especialistas do Instituto Nacional de Criminalística (INC) de Brasília e apoio de peritos criminais de Vilhena (RO). As atividades foram acompanhadas por servidores da Funai. Nos trabalhos, foram utilizados equipamentos como drone e escâner 3D, além de serem coletados diversos vestígios e o corpo do indígena, que serão analisados pelo INC em Brasília.

A Funai lamenta profundamente a perda do indígena e informa ainda que, ao que tudo indica, a morte se deu por causas naturais, o que será confirmado por laudo de médico legista da Polícia Federal.

Fonte: Diário da Amazônia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enviar Mensagem
Estamos Online
Rádio Caiari
Olá 👋
Como podemos ajudar?