Em cinco anos, o emplacamento de carros manuais no Brasil caiu de 57% para 38%, segundo a Bright Consulting. As explicações são essencialmente econômicas, pois a maioria dos carros de entrada já oferece o recurso.

Além de acabar com o inconveniente de mudar as marchas em engarrafamentos, os automáticos oferecem recursos como direção hidráulica, freio ABS e injeção eletrônica. “Eles trazem mais segurança e eficiência”, pondera Flavio Padovan, sócio da Padovan Consulting. “Quem experimenta um automático dificilmente volta atrás.”

De acordo com reportagem especial da Revista Veja, desse mês de agosto, para os tradicionalistas, o pior ainda está por vir: num futuro não tão distante, são os volantes que tendem a desaparecer. Carros autônomos possibilitarão a seus donos permanecer passivos no banco de trás, como em um táxi, mas sem condutor.

Apesar do avanço, o Brasil ainda é um dos países com maior frota mecânica, também por razões financeiras, já que a inflação fez explodir a busca por usados e modelos com motor 1.0.

Nos EUA, veículos do tipo têm vendas ínfimas e já é possível tirar habilitação exclusiva para automáticos — um projeto semelhante tramita em Brasília. Na Europa, a tradição também se esvai. As alemãs Volkswagen e Mercedes devem extinguir os carros manuais até 2030 e dar prioridade total à produção de híbridos e elétricos.

Fonte: Revista Veja

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