terça-feira, abril 20, 2021
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Filipinas e o dom de evangelizar há 500 anos

Com cem “Portas Santas” abertas em todo o país no último Domingo de Páscoa, as Filipinas inauguraram oficialmente o Jubileu dos 500 anos da chegada do cristianismo à nação. O tema escolhido pela Conferência Episcopal é ‘Gifted to Give’ (Dotado de dar) e visa “agradecer a Deus pelo dom da fé que tem sido cultivada nos últimos cinco séculos de uma geração para a outra”, afirmaram os bispos, que também ressaltaram que é necessário agradecer ao Senhor porque os fiéis filipinos, que receberam a graça de conhecer o Evangelho, tornaram-se agora um poderoso motor missionário que envia sacerdotes e leigos ao redor do mundo para apoiar as comunidades eclesiais afetadas pela crise vocacional e pelo secularismo.

Na Páscoa, o Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo para a ocasião, destacando a grande capacidade dos filipinos de se erguer das muitas dificuldades encontradas em suas vidas, depois evidenciou o “desejo de evangelizar, de alcançar os outros e trazer-lhes a esperança e a alegria do Evangelho”.

Ser uma Igreja em saída

A presença missionária estrangeira no país diminuiu e mudou sua identidade, assumiu outra dimensão. Emanuele Borelli, missionário xaveriano em Manila, explica: “É a dimensão do apoio à Igreja filipina onde, por várias razões, ela não pode estar presente ou tem dificuldades causadas por situações complicadas e particulares”.

Os missionários de outras nações assumiram, com o tempo, um papel exemplar: mostrar que se pode realmente ser uma Igreja em saída: “Estimulamos os fiéis a se tornarem mais missionários, abandonando a tentação de uma Igreja auto-referencial. E, devo dizer, que este zelo está crescendo muito”, acrescenta Padre Borelli.

Contrabandistas da fé

Os filipinos que deixaram seu país em busca de melhores condições de vida levaram seu poder evangelizador aos países de destino: da Europa para os Estados Unidos, passando pelo Japão e Coréia do Sul. “São eles que contribuem para tornar vivas muitas realidades eclesiais do mundo”. Eles são, como disse recentemente o Papa Francisco, verdadeiros contrabandistas da fé”, afirma o Padre Luigi De Giambattista, missionário guaneliano há mais de 20 anos em Manila.

O missionário relata um exemplo emblemático: “Encontrei dois sacerdotes filipinos até mesmo nas remotas Ilhas Salomão. Foi uma descoberta maravilhosa. E é bom pensar que esta riqueza não é composta apenas de Fidei Donum, mas também de padres que cresceram na escola de numerosas congregações religiosas missionárias, algumas das quais nasceram aqui para as necessidades específicas da população”.

Pessoas leigas na primeira fila

Mas as Filipinas ainda precisam de evangelização. Leandro Tesorero, um leigo filipino, membro ativo da realidade eclesial, ressalta o seguinte: “Nas Filipinas, diz-se que muitos receberam os sacramentos, mas poucos foram evangelizados: nem tod non capiscoos estão praticando. E isto só pode ser feito com catequese missionária constante”.

Leandro Tesorero também explica que, nesta frente, os leigos são muito comprometidos: “São eles os ministros extraordinários da Eucaristia, catequistas, animadores e voluntários nas paróquias”. Se em nosso país o número de fiéis está crescendo, o mérito também se deve à ‘missão’ que os leigos realizam”.

Fonte: Vatican News

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