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Porto Velho, 27 de janeiro de 2022 - 11h05
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Níger, AIS: homens mortos e igreja incendiada na região de Tillabéri

Vatican News

Outro sangrento ataque jihadista no Níger. Vítimas da nova ação terrorista, duas aldeias na região sul de Tillabéri, Fantio e Dolbel, não muito distante de Burkina Faso. A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) relata a notícia. Os sobreviventes do ataque fugiram em direção à diocese burquinense de Dori, em direção à capital Niamey ou ao território da paróquia de Téra.

“Trata-se de um grupo de mulheres com filhos pequenos e bebês”, informa um comunicado da fundação pontifícia. Segundo o que foi referido à AIS por testemunhas, os terroristas atacaram os centros habitacionais, em duas ocasiões, matando os homens. Em Fantio, profanaram o Santíssimo Sacramento jogando as hóstias ao chão. O mesmo aconteceu com uma imagem da Virgem. Livros litúrgicos e instrumentos musicais foram queimados. No final do ataque, a igreja foi incendiada. Esta é a terceira paróquia nesta área do Níger a ser abandonada devido a ataques terroristas e incursões de grupos extremistas.

O ataque ocorreu apenas um mês após o massacre de 4 de junho passado na aldeia de Solhan, em Burkina Faso, na fronteira com o Níger, o ataque mais grave perpetrado por milicianos jihadistas no país nos últimos anos, com mais de 160 vítimas, incluindo muitas crianças e casas incendiadas. Como em todo o Sahel, desde 2015, Burkina Faso assistiu a uma intensificação dramática da atividade das milícias jihadistas ligadas ao Isis. De acordo com o Relatório de AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, a área representa um dos focos mais perigosos do jihadismo militante na África. Só em Burkina Faso, o número de deslocados internos devido à insegurança atingiu quase um milhão.

Uma situação lembrada recentemente pelos bispos de Burkina Faso e Níger no final de sua assembleia geral em junho, em Uagadugu. No comunicado final, a Conferência Episcopal de Burkina Faso e Níger (Cebn) reiterou que “o contexto atual, mais preocupante do que nunca, parece tal que a população do Sahel já não tem certeza do futuro da região”, devido aos “abusos terroristas”. Os bispos pediram ao Estado para “gerir esta situação de uma forma mais enérgica e rigorosa”, porque “o futuro e a sobrevivência da Igreja local dependem disso”, questionando também a utilidade “da presença de tantas forças estrangeiras no território”, com “frutos cada vez mais decepcionantes” das promessas.

A AIS há muito tempo está comprometida em apoiar a Igreja católica local com ajuda à população. No ano passado, destinou 130 mil euros para financiar oito novos projetos em Burkina Faso. Dentre as dioceses que mais precisam de ajuda porque está mais ameaçada pela fúria dos fundamentalistas, a de Dori, localizada numa área de esmagadora maioria islâmica.

Fonte: Vatican News Service – LZ/MJ

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