terça-feira, agosto 4, 2020
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A preocupação do Papa para salvar vítimas do tráfico moderno de escravos

A Comunidade de Sant’Egidio, com sede em Roma, se une à solidariedade do Papa Francisco à triste realidade vivida pelas famílias de migrantes dentro dos campos de detenção na Líbia. “Não se pode ficar indiferente” a essa situação que chega em “versão ‘destilada’ aqui no Norte do mundo”, afirma a organização internacional em comunicado. Ao governo italiano, o apelo para “promover uma iniciativa europeia que salve rapidamente quem é vítima desse tráfico moderno de escravos”.

Vatican News

Um movimento internacional de leigos, com sede em Roma, divulga comunicado sobre as palavras do Papa Francisco pronunciadas “com força” em homilia desta quarta-feira (8), na missa que recordou o aniversário de 7 anos da visita a Lampedusa, no sul da Itália, local símbolo do sofrimento de milhares de migrantes. Ao abordar os campos de detenção na Líbia, o Pontífice comparou a “um inferno” a vida daquelas famílias e a Comunidade de Sant’Egidio recorda que é uma realidade que precisa “sacudir a nossa consciência”.

E o texto continua: “não se pode ficar indiferente à situação que foi criada já há tempos na Líbia e da qual, como afirma Francisco, temos apenas uma versão ‘destilada’ aqui no Norte do mundo, e ainda menos hoje na crise ditada pela pandemia”. A comunidade prossegue o comunicado, confirmando que “no ‘inferno’ dos campos de detenção vivem homens, mulheres e crianças que devem ser salvos urgentemente se ainda acreditamos na cultura e na civilização que fundaram a Europa”.

Tráfico moderno de escravos

O movimento internacional então faz um apelo ao governo italiano para “promover uma iniciativa europeia para salvar rapidamente quem é vítima desse tráfico moderno de escravos”. O comunicado enfatiza que o caminho a seguir é aquele “de uma evacuação humanitária a ser realizada seguindo o modelo dos corredores humanitários – como fazem a Comunidade de Sant’Egidio com as Igrejas Protestantes e com a Conferência Episcopal Italiana (CEI)”. De fato, no período de quatro anos, explica a nota, “trouxeram para a Itália e outros países europeus mais de 3 mil refugiados, conseguindo acolhê-los e integrá-los”.

Fonte: Vatican News – LZ

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