sábado, julho 20, 2019
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Rondônia estuda implantação do programa de planificação da atenção à saúde, que tem com foco na prevenção de doenças

O governo de Rondônia formata um plano de ação voltado para a atenção básica de saúde – porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) – em todos os municípios do estado. A meta é derrubar os índices negativos colecionados pela maioria das prefeituras, e avançar na prevenção de doenças evitáveis, responsáveis pelo inchaço no atendimento de alta complexidade, a chamada atenção especializada, nas unidades de saúde da rede estadual.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), trata-se da Planificação da Atenção à Saúde, que tem como objetivo o planejamento, a mudança nos processos de trabalho e no conhecimento compartilhado. Em outras palavras, uma mudança geral de protocolos, de metas, da acolhida e humanização, nos serviços prestados pelas prefeituras, já que a atenção básica é de responsabilidade dos municípios.

O projeto está sendo elaborado por técnicos da Gerência de Programas Estratégicos em Saúde (GPES) da Sesau, com a participação de profissionais de todas as regionais de saúde do estado. O trabalho tem a assessoria técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Na terça-feira (24), técnicas do Conass debateram, durante oficina com toda a equipe técnica da Sesau, o governador Confúcio Moura, secretário Williames Pimentel e o adjunto Carlos Eduardo Maiorquim, pontos específicos da planificação.

Dentro da proposta elaborada para a Planificação da Atenção à Saúde, o secretário cobra maior envolvimento das regionais de saúde na aplicação dos protocolos estabelecidos e pactuados. “É preciso que os técnicos visitem as unidades de saúde dos municípios, estreitem o relacionamento com profissionais e busquem, através do convencimento, implantar a mudança de comportamento e ação que contamina a atenção básica na maioria das cidades. É fundamental que todos tenham a convicção que o programa só terá êxito com a dedicação e persistência de quem está na linha de frente”, avalia Pimentel.

PONTOS DA PLANIFICAÇÃO

Maria José Oliveira Evangelista, responsável técnica pelo projeto de planificação, disse ser fundamental o planejamento, plano mensal, mudança nos processos de trabalho e conhecimento compartilhado por meio de uma rede formada por consultores, facilitadores e tutores que configuram a Planificação da Atenção à Saúde, em curso em diversos estados brasileiros.

Ela destacou que o Conass, com experiência acumulada há mais de dez anos, está apoiando tecnicamente e in loco a organização Atenção Primária à Saúde e da Atenção Especializada em todo o País, fomentando a efetivação de um modelo que prioriza a qualificação da atenção à saúde dos brasileiros, afirmou.

De acordo com Maria José, Rondônia sai na frente no Brasil, e para que o programa tenha sucesso, é preciso o envolvimento do governador, do secretário. “Isso já temos. Podemos dizer que 70% da planificação já andou graças à visão e ao comprometimento dos gestores – governador e secretário – em implantar este novo modelo para atenção primária de saúde”.

Maria José disse, ainda, que a territorialização é uma das características do projeto que vem promovendo grandes mudanças nas regiões de saúde que estão apostando no modelo que direciona para a organização dos processos das unidades de saúde e para a integração das atenções primária e especializada.

Ela observou, também, que gestores e profissionais envolvidos no projeto descrevem a experiência com otimismo, considerando-a como um processo que tem tudo para se estabelecer como modelo da política pública de saúde tendo em vista os resultados já alcançados.

SEMINÁRIO

O programa que propõe Planificação da Atenção à Saúde será apresentados aos novos prefeitos – eleitos e reeleitos -, durante seminário que acontecerá de 6 a 8 de março, em Porto Velho.

O secretário falou sobre a importância de implantar agora, no início da gestão da maioria dos prefeitos, os protocolos que a planificação propõe. Os prefeitos precisam conhecer as obrigações dos municípios no SUS, e mostrar, com dados, números e resultados, que se cada prefeito fizer o dever de casa, a saúde vai avançar não só no atendimento, mas principalmente na prevenção.

“Há comprovação de que 80% das doenças que incham hoje as unidades de média e alta complexidade poderiam ser evitadas, caso a atenção primária funcionasse”, ressaltou o secretário.

Fonte

Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom – Governo de Rondônia

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