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Porto Velho, 18 de janeiro de 2022 - 23h46
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Megaprojetos ameaçam indígenas e ribeirinhos no Tapajós

A reportagem é do padre diocesano de Santarém (PA) Edilberto Sena, ativista ambiental e social, diretor da Rede Pan-amazônica de Rádios.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Neste espaço dedicado à Amazônia, na iminência do Sínodo para a Pan-amazônia de outubro, conheça aqui a realidade dos povos que vivem às margens do Rio Tapajós.

Entre os estados do Mato Grosso e Pará, a grande bacia do Rio Tapajós está ameaçada e impactada. O Rio Tapajós inclui três bacias: Joroena, Teles Pires e Tapajós em si.

 O  Tapajós nasce no estado do Mato Grosso, passa pelo Pará e desagua no rio Amazonas, na cidade de Santarém

O Tapajós nasce no estado do Mato Grosso, passa pelo Pará e desagua no rio Amazonas, na cidade de Santarém

Grandes empreendimentos estão operando, em construção ou planejados naquela área. São 23 barragens hidroelétricas, ferrovias e portos para a exportação de grãos, agronegócio e exploração mineral. Se concretizado, os megaprojetos podem alterar completamente a bacia do Rio Tapajós e afetar cerca de 2 mil km2, uma área maior do que a da cidade de São Paulo.

Diante de tantos prejuízos e ameaças aos povos tradicionais – populações ribeirinhas e indígenas – vários movimentos populares se insurgiram nas três regiões do Tapajós para defender seu território.

Segundo o padre diocesano de Santarém Edilberto Sena, ativista ambiental e social, diretor da Rede Pan-amazônica de Rádios, esta luta não é nova.

Fonte: Vatican News

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