sábado, julho 20, 2019
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Passo ecumênico importante na nova restauração do Santo Sepulcro, diz Custódio

O custódio da Terra Santa, padre Francesco Patton, falou ao Vatican News sobre o acordo entre o Patriarcado Greco-ortodoxo, a Custódia da Terra Santa e o Patriarcado Armênio, para uma nova fase de estudos, reestruturação e reabilitação das fundações e do pavimento do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

Giada Aquilino – Cidade do Vaticano

Um passo ecumênico “mais que significativo”, o resultado de uma “verdadeira relação de colaboração, de confiança e de fraternidade” entre o Patriarcado Greco-ortodoxo, a custódia da Terra Santa e o Patriarcado armênio, baseado em relações “extraordinariamente boas”.

Trata-se do acordo entre as comunidades cristãs responsáveis ​​pelo status quo dentro da Basílica do Santo Sepulcro, para o início de uma nova fase de reestruturação e readaptação do Lugar Santo em Jerusalém, segundo o padre Francesco Patton,  Custódio da Terra Santa.

Entrevistado pelo Vatican News, o franciscano explica que o acordo “consiste em ter se chegado a um consenso com o Patriarcado da Igreja Greca-ortodoxa e o Patriarcado Armênio, representados pelo patriarca Theophilos III e pelo patriarca Nourhan Manougian, respectivamente, para dar continuidade ao trabalho de restauração do Santo Sepulcro.

Houve – recordou o padre Patton – uma primeira fase em 2016-2017, que constou da restauração da Edícula do Santo Sepulcro. Naquela ocasião, foi possível saber que havia problemas relacionados ao piso e também ao que estava por baixo dele, problemas de infiltração, de umidade, de infraestrutura. Assim, formulamos um novo acordo que prevê cerca de um ano de estudo, com início em setembro, para entender que tipo de intervenção terá que ser realizada, e depois – com base no que descobrirmos e também no tempo que será necessário – terá início o trabalho de restauração e de organização da infraestrutura sob o piso”.

Ecumenismo, confiança e fraternidade

 A propósito do “comum acordo” entre as três comunidades cristãs, padre Patton sublinha como na Terra Santa “o nosso ecumenismo” passa “precisamente por estas colaborações que fazem crescer a confiança recíproca e que nos permitem experimentar um senso de verdadeira fraternidade entre nós.”

Desta forma, estão previstas a recuperação e a restauração dos fundamentos e do pavimento do Santo Sepulcro e da Basílica, portanto, toda a “Igreja do Santo Sepulcro, o que significa a rotunda e depois também as partes inferiores e o que está sobre o plano superior da Edícula do Santo Sepulcro”.

“O trabalho – acrescenta o frade menor – não é simplesmente para consolidar as fundações, mas sim estudar para ver qual é situação do subsolo, pois há os destroços da basílica constantiniana do quarto século e tudo o que se acumulou ao longo dos séculos, quando houve incêndios, devastações, destruição. Além disso, embaixo existem também sistemas hidráulicos e outros implantes que precisam ser organizados, e acima, existe um piso composto, porque convivem pisos antigos, o piso cruzado e pisos que foram substancialmente destruídos pelo desgaste, pelo pisoteio e pelo atrito”.

Supervisão das três comunidades

 O projeto será executado por duas instituições acadêmicas científicas italianas, sob a supervisão das três comunidades. “No que diz respeito às instituições acadêmicas – especifica o custódio da Terra Santa – estamos finalizando os acordos, motivo pelo qual ainda não divulgamos os nomes”.

No que tange ao financiamento, será feito através de doações de benfeitores. “Já temos à disposição meio milhão de dólares, que a Santa Sé havia doado ao final da primeira fase de trabalhos e de restauração, e que foi reservado. Temos benfeitores em várias partes do mundo que já deram a sua disponibilidade e o mesmo acontecerá com os gregos e armênios. Depois, fizemos a escolha de criar uma conta corrente especial, dedicada e controlável pelas três comunidades”.

A presença cristã da Terra Santa

 Um compromisso tangível, portanto, também em relação aos cristãos de uma Terra Santa que ainda está em busca de uma paz duradoura. A iniciativa “para nós, tem o significado de proteger a presença cristã”, especifica o padre Patton.

“É evidente que quanto mais estivermos unidos, mais poderemos trabalhar juntos para o bem da pequena comunidade cristã; é preciso também recordar que nossas comunidades são mistas, são todas, de fato, comunidades ecumênicas: muitas vezes as famílias de nossas paróquias, como de várias comunidades eclesiais que aqui se encontram, são famílias nas quais, quem sabe, talvez o marido seja grego, a esposa latina ou vice-versa. E é também um belo testemunho para os dois membros majoritários, os judeu e os muçulmanos”.

Fonte: Vaticacn News

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