/ NO AR /
(69) 99321-8279
Porto Velho, 7 de dezembro de 2021 - 22h11
Home > Notícias > 27º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS: VIDA EM PRIMEIRO LUGAR – CARTA DE APOIO

27º GRITO DOS EXCLUÍDOS E EXCLUÍDAS: VIDA EM PRIMEIRO LUGAR – CARTA DE APOIO

O Grito dos/ Excluídos/as do Brasil caminha para o seu 27º ano. Convêm ressaltar que ele é fruto da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e o lema “Eras tu, Senhor?” Ao contemplar as faces da exclusão na sociedade brasileira, setores ligados às Pastorais Sociais da Igreja optaram por estabelecer canais de diálogo permanentes com a sociedade, promovendo, a cada ano, na semana da Pátria, o Grito dos/as Excluídos/as.

Em 2021 o Grito que tem como tema permanente é “Vida em primeiro lugar”. Apresenta como lema: “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

O 27º Grito pretende ser denúncia, anúncio e animação diante da difícil realidade em que vivemos, com o desgoverno e avanço descontrolado da pandemia da Covid-19 – que já ceifou mais de 560 mil vidas em nosso país, da intensificação da fome, da falta de moradia, do desemprego, da violência, do desmonte das políticas públicas. Um momento de anunciar a importância da unidade das organizações e lutadores e lutadoras do povo pela garantia dos direitos sociais básicos – casa, comida, trabalho, terra, renda – e por um novo projeto de sociedade.

O Grito dos/as Excluídos/as não deve se limitar ao ato público no dia 7 de setembro. Deve ser um momento de diálogo e reflexão sobre as várias faces da exclusão na nossa sociedade. Para tanto, devemos realizar, no seio da Igreja e nos mais variados espaços da sociedade, atividades (rodas de conversas, palestras, seminários) para promover esse diálogo e reflexão em torno dos eixos temáticos propostos pelo Grito.

Por isso, solicito a todos/as os/as irmãos/ãs, de dentro e de fora da Igreja, o efetivo apoio e participação no Grito dos/as Excluídos/as.

Tenhamos em vista a Encíclica Pacem in Terris, do Papa São João XXIII: “Pois, quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão de sua dignidade, nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos” (PT, 44).

                                                                                     Porto Velho, 07 de agosto de 2021.

Dom Roque Paloschi

Bispo da Igreja de Porto Velho-RO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *