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Porto Velho, 27 de janeiro de 2022 - 10h42
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Covid 19: Variante Delta é prevalência desde setembro em Rondônia, afirma estudo da Fiocruz.

Estudo da FioCruz Rondônia em parceria com a Rede de Vigilância Genômica da Fiocruz, Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO) e o Instituto Leônidas e Maria Deane, aponta que a partir de setembro deste ano, a variante Delta segue predominando no estado/ o que acende um sinal de alerta para a alta transmissibilidade da doença.
E os números atuais de infectados comprovam a preocupação dos pesquisadores, o aumento de novos casos ultrapassa os 250 por cento, segundo a secretaria de saúde.
De agosto de 2021 até o presente momento, foram sequenciadas 310 amostras de indivíduos infectados pelo SARS-CoV-2, com maior prevalência para a faixa etária de 21 a 50 anos, oriundas de mais de 40 municípios rondonienses// Dessas amostras, 51,61% foram caracterizadas como variante Delta e 48,38% como variante Gamma, a P.1 (inicialmente descoberta no Amazonas).
A pesquisa também comprovou que, no grupo composto por indivíduos não hospitalizados, 65,80% dos infectados foram imunizados com as duas doses da vacina, e desenvolveram quadro leve da doença, o que para os pesquisadores representa claramente os efeitos positivos da vacinação.
O médico infectologista e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Rondônia, Juan Miguel Villalobos-Salcedo, esclarece sobre a importância da imunização
“A vacina protege contra a forma moderada e grave da doença, mas não evita o contágio; uma pessoa vacinada pode transmitir. Na infectologia, quando mencionamos alguém que está infectado, ele pode ter o vírus do Coronavirus na mucosa respiratória; já o doente em geral, esse vírus já está circulando no organismo e está atingindo outros órgãos internos, como por exemplo, o pulmão, dando aquela manifestação respiratória grave”.
E reforça o chamado para o complemento do quadro vacinal, e os cuidados com as medidas de segurança.
“Então, devemos ter em conta, que mais de 90% dos casos de Covid na atualidade e as internações, a evolução para a UTI com quadro grave está acontecendo no grupo de pessoas que não está com vacinação completa. Portanto, a pandemia não acabou; não é o momento de relaxar as medidas de contenção. Estamos vendo aumento em vários países do mundo, logo essa flexibilização muito ampla não é oportuna neste momento”, enfatiza o pesquisador
Em entrevista a uma rede de TV Local, o secretário de saúde do estado Fernando Máximo chamou a atenção para o aumento de ocupação de leitos, e o número de pessoas que não retornaram para completar a vacinação.
“São 270% de aumento no número de casos ativos no estado de Rondônia. Isso graças a Deus, a taxa de ocupação de leitos clínicos e UTI não tem aumentado na mesma proporção, mas já aumentou, teve mais de 50% de aumento; o número de óbitos, também teve aumento. E a gente acredita que boa tarde desse aumento é porque as pessoas não estão indo se vacinar. Nós temos quase 300 mil pessoas no estado de Rondônia, que já deveriam ter tomado a segunda dose da vacina; a vacina deles está na geladeira dos municípios, e essas pessoas já perderam o prazo e não foram se vacinar”, lamenta o secretário
Nas últimas 24h, Rondônia contabilizou mais 340 novos casos, com 5 mortes, todas no interior do estado.

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