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Porto Velho, 27 de janeiro de 2022 - 10h08
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Em Budapeste, a voz dos representantes ecumênicos sobre os cristãos no Oriente Médio

O arcebispo Fülöp Kocsis, metropolitano de Hajdúdorog, e Manuel Nin i Güell, exarca apostólico na Grécia para a Igreja Bizantina greco-católica, refletem sobre o ecumenismo, as consequências da Covid nas comunidades e a situação dos cristãos no Oriente Médio. Temas centrais do encontro anual dos bispos greco-católicos da Europa que se realiza em Budapeste nos mesmos dias do Congresso Eucarístico Internacional

Agnes Gedo – Budapeste

São dias repletos de reuniões, liturgias, momentos de oração e discussão em Budapeste, a capital húngara que no dia 12 de setembro receberá o Papa Francisco na primeira etapa de sua 34ª viagem apostólica. No contexto do 52º Congresso Eucarístico Internacional, haverá também o encontro anual de bispos greco-católicos europeus organizado pela Metropolia Greco-Católica da Hungria.

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Entre os participantes Fülöp Kocsis, Arcebispo Metropolitano Católico de Hajdúdorog da Igreja greco-católica húngara e Manuel Nin i Güell, espanhol, Exarca Apostólico para a Igreja Católica Bizantina da Grécia. Na entrevista, abordaram muitos temas, incluindo a urgência do diálogo e da partilha, as consequências da pandemia da Covid-19, e a coleta prevista para o dia 8 de setembro, em todas as igrejas e paróquias, que será usada para ajudar nossos irmãos e irmãs cristãos em dificuldade, com particular atenção aos que vivem no difícil contexto do Oriente Médio. Mas também a importância da Liturgia Divina que será celebrada na Basílica de Santo Estêvão em Budapeste por Youssef Absi, Patriarca da Igreja Católica greco-melquita da Síria. No entanto, para os bispos, há a grande e alegre expectativa da chegada do Papa que presidirá na Eslováquia a liturgia bizantina a São Crisóstomo pela unidade da Igreja universal.

Eucaristia e sinodalidade

Na entrevista, o Arcebispo Fülöp Kocsis explica que cerca de 20 Igrejas sui iuris participam do encontro, em particular a Igreja ucraniana, com um grande número de bispos e fiéis, as Igrejas romena, eslovaca, polonesa e búlgara, há também participantes da Itália – da Calábria e da Sicília – e também, é claro, da Igreja húngara. Cada ano há um tema diferente e para este ano, afirma, “escolhemos o tema da Eucaristia, mas ligado à sinodalidade, que na Igreja Católica, e talvez também na Igreja Ortodoxa, é um tema muito atual que estamos tentando aprofundar em seu verdadeiro significado. Daí os dois aspectos: Eucaristia e sinodalidade”. O exarca apostólico, Manuel Nin i Güell, sublinha a alegria de poder encontrar todos após o período da pandemia. “Para nós – disse – é também o início de um caminho de Ressurreição como corpo eclesial, e estes dias são cheios de compromissos, com conferências e discursos importantes que nos ajudam a aprofundar o aspecto de comunhão e da sinodalidade, o encontro com o Senhor, o encontro com os outros na Igreja e na humanidade”.

Poder conversar um com o outro, frisaram os dois oradores, é um enriquecimento. “Encontrar irmãos de outras Igrejas Católicas Orientais na Europa com os quais conversar”, salientou Manuel Nin i Güell, “com os quais também podemos colocar problemas, porque sempre temos problemas e dificuldades, portanto, poder compartilhar em momentos diferentes o que cada um de nós em nossa própria Igreja vive, celebra e sofre não é apenas uma bela experiência, mas também uma experiência muito útil. O Arcebispo Kocsis expressou sua alegria pela presença excepcional na reunião deste ano de Youssef Absi, patriarca da Igreja Católica greco-melquita da Síria, que presidirá no dia de hoje a liturgia na Catedral de Santo Estêvão em Budapeste. No final da liturgia, disse o Arcebispo, “faremos uma coleta para oferecer ajuda à Igreja melquita na Síria, porque este encontro não é apenas para conversarmos e trocarmos nossas experiências, mas também para nos fortalecermos mutuamente”.

O sofrimento do Oriente Médio

A Igreja húngara sempre deu atenção especial ao Oriente Médio e aos cristãos que ali sofrem. “Certamente”, confirma Manuel Nin i Güell, “entre os cristãos sírios há uma situação de grande sofrimento, causado também pela emigração. São Igrejas que estão perdendo muitos fiéis por causa da violência, e considero que a presença de Youssef Absi aqui seja simbolicamente importante. Porque ele é um cristão que fala árabe e, portanto, nos ajuda a entender melhor as coisas. Talvez na Europa nós sempre associemos os árabes ao fato de serem muçulmanos, mas os cristãos dos primeiros séculos celebravam em árabe e isto diz muito sobre a presença de um cristianismo que vai além das línguas europeias, nos leva a muitos séculos atrás, mas também no tempo presente aos cristãos de língua árabe que vivem e sofrem testemunhos de martírio e isto é importante para nós”.  No encontro também estavam presentes bispos e arcebispos armênios e da Turquia, e ouvir sobre seus sofrimentos nos faz entender, afirmam o Arcebispo Kocsis e o Exarca Nin i Güell, que quando reclamamos por causa dos limites impostos pela pandemia, para mencionar apenas um aspecto, devemos reconhecer que nossos sofrimentos são muito menores do que os deles. E dão um exemplo significativo ao nos dizerem que na Grécia 70/80% da população já está vacinada contra a Covid, enquanto vários bispos dizem que em seus países a campanha de vacinação ainda mal começou.

Fonte: Vatican News

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