Nesta segunda-feira, 12, a Arquidiocese de Porto Velho iniciou mais um encontro de formação permanente para agentes de pastorais, com a presença de religiosos, religiosas, leigos e leigas coordenadores de pastorais.

Neste encontro está sendo discutida a realidade da igreja local diante na conjuntura atual, os desafios para evangelização levando em consideração o meio ambiente, a família, os povos tradicionais e indígenas, quilombolas, ribeirinhos, bem como vai se tratar dos encaminhamentos pastorais e administrativos da Arquidiocese de Porto Velho rumo ao seu primeiro centenário. 

Neste primeiro dia foi o momento para se conhecer um pouco da realidade da Amazônia, quais os grandes problemas que a Igreja enfrente na Amazônia. Os professores doutores da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) – Ricardo Gilson da Costa do Departamento de Geografia e Afonso Maria das Chagas do Departamento de Ciências Sociais foram os responsáveis de trazer essa Análise da Conjuntura e Conflitos na Amazônia.

Para o professor Ricardo da Costa a Igreja católica tem um papel fundamental nessa conscientização sobre a importância da preservação, pelo sua missão em favor dos pobres e em defesa da Amazônia, especialmente, depois do Sínodo.

“A Igreja tem um papel social importante, porque ela é reconhecida na sociedade. Tem uma responsabilidade com os mais pobres, e uma responsabilidade para com a Amazônia, como foi discutido no Sínodo; que é cuidar da nossa Casa Comum. Esse é um papel importante e a Igreja tem que cada vez mais assumir”.

Já para o professor Afonso das Chagas apesar da sua presença atuante, do seu testemunho, a Igreja precisa resgatar o seu protagonismo nas diversas realidades amazônicas,  principalmente na defesa do meio ambiente e dos povos originários.

“A Igreja Católica na Amazônia tem uma história bonita. Ela, por muito tempo vem sendo serviço, presença, profecia, testemunho. E toda essa ação significa uma volta às origens, resgatando um pouco esse protagonismo, adaptando a sua linguagem ao tempo de hoje.”

Esse olhar sobre a Amazônia,  seus povos e suas riquezas naturais, nos interpela sobre o papel da sociedade na preservação  da vida em todas as suas dimensões. Não somos contra o progresso, diz Dom Roque Paloschi Arcebispo de Porto Velho, mas temos que fazê-lo com responsabilidade.

“Não temos nenhuma oposição ao progresso, ao desenvolvimento. O que nós não podemos entender como desenvolvimento é aquilo que destrói a natureza, retira direitos dos povos já consagrados pela constituição. Mas tudo isso nós temos que olhar com os olhos da fé. Qual é a nossa missão nessa hora da Amazônia? É sobre tudo, termos a coragem de pequenas iniciativas para verdadeiramente cuidar do jardim de Deus: recolhimento do lixo, separação de lixo reciclável, o cuidado com as nascentes, preservar a mata ciliar dos rios e igarapés, evitar os venenos que muitas vezes utilizamos em alta escala; mas também, temos que ter cuidados com as nossas casas, com os pátios das comunidades, etc.”, enfatiza o Arcebispo.

A formação continua até sexta-feira, 16. E nessa terça e quarta-feira a assessoria é da professora/doutora Márcia Maria de Oliveira, da Universidade de Roraima, que vem trazendo um olhar sobre os Caminhos da Igreja na Amazônia.

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