Neste segundo dia de encontro foi o momento para percorrer e conhecer um pouco mais os Caminhos da Igreja na Amazônia; tema assessorado pela professora/doutora Márcia Maria de Oliveira, da Universidade Federal de Roraima. A formação foi sob a luz do Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia, elaborado por ocasião do IV Encontro da Igreja Católica na Amazônia realizado no mês de junho na cidade de Santarém no Pará, fazendo memória do primeiro encontro de Santarém que aconteceu em 1972, que trata da “Vida e da Evangelização na Região Amazônica”.

O encontro de Santarém em 1972 foi muito importante para estabelecer as linhas prioritárias que se seguiriam nos anos posteriores até o momento atual, onde se celebra os cinquenta anos de vida, de evangelização nesta região da Amazônia. As linhas prioritárias da Pastoral da Amazônia colocaram a vivência do evangelho de Cristo pela realidade, a encarnação da mesma para atuar como Cristo fez ao vir neste mundo, a evangelização libertadora, a formação de agentes de pastoral, a criação de comunidades cristãs de base, a pastoral indígena, as estradas e a necessidade de ver outras frentes pioneiras, os serviços, os Institutos de Pastoral, os meios de comunicação social.

As ações evangelizadoras de ontem não diferem daquelas do momento atual na Amazônia Legal, com outras ações que são necessárias para serem enfrentadas com alegria, com amor, nesta terra de missão que exige muitos missionários, missionárias, leigos e leigas, uma terra também mártires que deram e dão a vida pelo Senhor porque Cristo aponta para a Amazônia.

“Não tinha como percorrer os caminhos da Amazônia se não fosse sob a luz do Documento de Santarém, pois o mesmo tem como objetivo orientar a Igreja da Amazônia na perspectiva do Concílio Vaticano II. Dom Moacyr Grechi costumava dizer que ‘esse foi o encontro que definiu o rosto da Igreja na Amazônia’; então esse ponto pra nós foi muito importante porque vai ser nesse encontro que de fato, os Bispos, religiosos, religiosas, os leigos e leigas que estavam presentes nesse encontro vão refletir sobre como dar continuidade as orientações do Concílio Vaticano II, pensando a Igreja na Amazônia. E agora retomamos no Sínodo da Amazônia, mas já estavam definidos no Encontro de Santarém”; afirma a professora.

Na quarta-feira continua o estudo do documento.

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