Uma noite especial no Teatro Banzeiros marcada por homenagens, assim foi a quinta-feira (17), quando aconteceu a entrega do I Prêmio Mulheres Negras, realizado pela Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf).

Ao todo, dez mulheres negras in memoriam e outras dez em vida receberam as homenagens, sendo que as premiadas em vida levaram para casa uma estatueta de Teresa de Benguela, mulher que tornou-se símbolo de liderança, força e luta pela liberdade, confeccionada pelo artista plástico Bruno Sousa, através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho (Semdestur); enquanto os representantes das homenageadas in memorian levaram certificados de reconhecimento.

A professora Úrsula Depeiza Malorey, de 86 anos, descendente de pai imigrante da ilha caribenha de Barbados e que também migrou para o Brasil devido à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, contribuiu com a educação portovelhense por 44 anos e foi uma das homenageadas. “Estou muito feliz de ser homenageada. Quem veio pra cá primeiro foram os negros e a gente se sente muito orgulhosa em poder ver a lembrança dessas pessoas e a valorização, pois somos fundadores de diversos setores em um época que a BR ainda não tinha asfalto. Nós, como filhos de Porto Velho, trabalhamos para fundar o município e a educação”, disse Úrsula.

Arnaldo Lourenço recebeu a homenagem in memoriam em nome de Silvana Davis, ex-vereadora de Porto Velho que faleceu em 2015. “É uma justiça muito grande a lembrança desses nomes dignos que construíram praticamente a sociedade portovelhense”, disse o representante da homenageada.

Além de Úrsula, também receberam a premiação Ivana Frazão Tolentino, Luana Schockness Vieira, Marcela Bonfim, Marcele Regina Nogueira Pereira, Eunice Luiza Johnson Batista, Marinilde Helena da Silva Santos, Olguimar Angelica Cruz, Oseane Alves Marques e Régia de Lourdes Ferreira Pachêco Martins. As mulheres homenageadas in memoriam que ajudaram a escrever a história de Porto Velho foram: Aurélia Banfield, Berenice Eliza Johnson Silva, Ceci Bittencourt, Filomena Suzana Denny, Geny Moreira, Lucinda Shockness Bentes, Mãe Esperança Rita da Silva, Ruth Conde Shockness, Silvana Mota Davis Lourenço e Violeta Hespina Jones Alleyne.

“Hoje é uma noite especial, essas mulheres foram escolhidas porque deixaram um legado, uma comissão foi montada para definir esses nomes segundo critérios e áreas”, explicou Elsie Shockness, coordenadora do evento.

O evento contou com apresentações musicais do músico Kasan, da Orquestra Chorus, e participação de Silvania Souza que cantou para homenagear as mulheres negras, além de um breve bate-papo sobre o histórico da mulher negra em Porto Velho, com a professora doutora Sônia Sampaio.

Origem do Prêmio

O prêmio acontece por determinação da Lei Nº 2.833, de 20 de julho de 2021, que inclui no calendário do município o dia 25 de julho como Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha.

Além de instituir a data, a administração municipal resolveu homenagear, anualmente, 20 mulheres negras que prestaram relevantes trabalhos para a sociedade no município nas áreas de educação, saúde, esporte, cultura, empreendedorismo, sociedade civil organizada, política e judiciário.

Fonte:
Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)
Texto: Renata Beccária
Fotos: Felipe Ribeiro

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