O governo federal deve lançar, nesta semana, uma nova atualização no programa Celular Seguro, que permite a notificação de aparelhos de telefone roubados ou furtados. A ideia é que ocorra uma notificação via WhatsApp, para milhares de aparelhos irregulares que foram habilitados em novas linhas, para que aconteça a devolução de celular à polícia.
De acordo com o Ministério da Justiça, além de bloquear a linha telefônica e os aplicativos financeiros, o programa agora vai conseguir identificar e enviar uma mensagem ao portador do celular roubado, mesmo com uma mudança de operadora.
A mensagem vai avisar que se o usuário não devolver o aparelho imediatamente na delegacia civil mais próxima, poderá ser alvo de um inquérito por furto, roubo, receptação ou associação criminosa.
Essa nova função passou a ser possível a partir da integração e do compartilhamento de dados entre todas as operadoras de telefonia móvel e a Anatel. Dessa forma, mesmo que ocorra a mudança no número da linha do aparelho, será possível identificar que aquele celular foi roubado ou furtado pela identificação do IMEI, como explica o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja.
“O desafio que existia para ter essa notificação é o fato de que todas as operadoras precisavam participar disso. Imagine: a pessoa tem o celular com a operadora A, ele é roubado ou furtado e quem conseguiu o aparelho conecta na rede B. A nova fase vai levar em conta o IMEI, que é o identificador único e intransferível do dispositivo eletrônico. Quando ele se conectar à rede novamente, independente da operadora, do lugar, do que aconteceu, a pessoa vai receber a mensagem. Vai trazer mais dificuldade? Não, mas vai ser um alerta de que aquele aparelho não só foi bloqueado, ele está sendo monitorado”, explica.
O governo espera dessa forma ampliar a adesão ao Celular Seguro, praticamente como um novo lançamento do programa. A medida teve início em dezembro de 2023, mas, até fevereiro deste ano, teve a adesão de pouco mais de 2,4 milhões de usuários e cerca de 100 mil alertas de bloqueio.
Fonte: CBN